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UE: Declaração política à espera de medidas de austeridade na Grécia

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UE: Declaração política à espera de medidas de austeridade na Grécia

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Uma declaração política. A Grécia deverá contentar-se com ela pelo menos por agora. No final da cimeira informal, em Bruxelas, os dirigentes europeus manifestaram uma forte solidariedade para com Atenas, a braços com uma grave crise financeira, mas as modalidades do plano de apoio ficaram por resolver.

Unidos mas exigentes. Os 26 parceiros da Grécia exigem que o governo grego aplique o plano de austeridade para reduzir, em 2010, 4% do défice público, que atinge 12,7%.

A chanceler alemã, Angela Merkel, reconhece: “Fizemos uma declaração política: a União Europeia apoia a Grécia. Mas, ao mesmo tempo, é necessário que a Grécia cumpra os seus compromissos orçamentais. Acredito que é um sinal extremamente importante”.

Para além de mostrarem unidade, os Vinte e Sete quiseram tranquilizar os mercados financeiros e defender a credibilidade da zona euro, face às especulações que afectam já outros países com elevados défices.

Daniel Cros, do Centro Europeu de Estudos Políticos, garante que “a União quis dizer, de forma implícita, que ajuda a Grécia e vai ajudar também Portugal, Espanha e outros países, se precisarem”. E acrescenta: “Espero que não seja necessário. Mas há uma questão: Será que os mercados vão ou não testar esta declaração?”

O anúncio levou os mercados europeus para terreno misto. A prudência é de rigor antes de serem conhecidas as medidas de apoio que deverão ser definidas, na próxima semana, pelos ministros das Finanças do Eurogrupo e do ECOFIN.