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Coligação alemã mostra-se dividida

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Coligação alemã mostra-se dividida

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O debate em torno do rendimento mínimo garantido está a dividir a coligação de alemã.

O Tribunal Constitucional considera que o cálculo das prestações sociais nega o direito a uma existência digna.

A ministra do Trabalho e Assuntos Sociais aplaude a decisão. Opinião diferente tem o líder social-democrata, que tutela a pasta dos Negócios Estrangeiros. Guido Westerwelle defende que “os que trabalham devem ganhar mais,” caso contrário, afirma trata-se de socialismo.

Os juízes foram chamados a pronunciar-se sobre o caso de três famílias que contestavam os valores das prestações. Mas acabaram por alargar a decisão ao pacote legislativo Hartz IV proposto pelo governo social-democrata de Gerhard Schroeder.

Mas a revisão exigida aos deputados até finais de 2010 poderá fazer disparar, ainda, mais o défice da economia alemã.

Os economistas estimam que se a actual prestação social de 359 euros por mês por adulto for alterada para 420, isso custar aos cofres do Estado mais 10 mil milhões de euros por ano.