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Críticas da comissão de inquérito levam Eurostar a investir 34 milhões de euros

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Críticas da comissão de inquérito levam Eurostar a investir 34 milhões de euros

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O Eurostar é duramente criticado pela comissão de inquérito aos acontecimentos de meados de Dezembro. Na altura, o frio polar provocou avarias em cinco comboios, deixando 2500 pessoas presas durante horas no túnel da Mancha, nas vésperas de Natal, sem comida, água, aquecimento ou suficientes casas-de-banho.

No total, o relatório da comissão faz 21 recomendações e a empresa ferroviária já anunciou que vai investir 34 milhões de euros para as aplicar.

Richard Brown, presidente do Eurostar, faz um mea culpa: “Apercebemos-nos de que desiludimos muito um grande número de passageiros. Pedimos desculpas pelo que se passou e aceitamos todas as recomendações feitas no relatório. Comprometemo-nos a aplicá-las o mais depressa possível. É a nossa prioridade”.

A comissão de inquérito franco-britânica aponta o dedo à falta de preparação das carruagens e denuncia os maus planos de evacuação e informação dos passageiros.

Christopher Garnett, co-presidente da comissão, afirma: “Estas recomendações integram-se em três capítulos. O primeiro está relaccionado com a manutenção. Não deixem avariar os vossos comboios. A outra está ligada ao que chamamos de evacuação e resgate. Se a composição avaria num túnel quais são os pontos a ter em conta, o que é precisamos de fazer? A terceira tem a ver com a forma como cuidamos dos passageiros que não podem viajar”.

Após os incidentes da noite de 18 para 19 de Dezembro, o tráfego do Eurostar entre Paris, Londres e Bruxelas esteve interrompido durante vários dias. Cerca de 40 mil passageiros foram afectados, com consequências para as contas e a imagem do Eurostar.