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Afeganistão: operação "Mushtarak" faz primeiras vítimas civis

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Afeganistão: operação "Mushtarak" faz primeiras vítimas civis

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A mega-operação da NATO no sul do Afeganistão já fez vítimas civis.

12 pessoas, 10 delas da mesma família morreram na explosão de dois rockets lançados contra rebeldes talibãs que erraram o alvo e atingiram uma residência.

A população de Marjah, na província sul de Helmand tinha sido avisada da operação baptizada de Mushtarak e o presidente afegão tinha pedido às tropas para poupar, a todo o custo, a vida dos habitantes.

Apesar do incidente, dois dias depois do início da ofensiva, os soldados americanos estão optimistas.

“Estamos no bom caminho, estamos apenas no segundo dia e não devemos já cantar vitória. Estamos optimistas, cumprimos os prazos, talvez estejamos adiantados. Estamos surpreendidos pela quantidade de bombas artesanais que encontrámos, muitas mais do que esperávamos”, diz um soldado norte-americano.

Nesta região, um bastião talibã onde se instalou a cultura do ópio, estão 15 mil soldados, naquela que é considerada a maior ofensiva desde 2001.

O objectivo é devolver o controlo da província ao governo de Cabul. Quatro mil e quatrocentos soldados afegãos participam na operação.

Um habitante explica que quando lhe bateram à porta para fazer uma busca, viu soldados do Exército Nacional afegão, que “eram seguidos por americanos”. Diz que a operação está “bem planeada”.

A NATO acredita que são necessárias quatro semanas para garantir a segurança em Marjah.

Desde o início da operação, foram mortos 30 a 35 rebeldes talibãs e cinco soldados das forças internacionais da Aliança Atlântica.