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Serviços de urgência não param em Halle

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Serviços de urgência não param em Halle

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Os serviços de urgência trabalham sem descanso, debaixo de neve e com um frio glacial, para desencarcerar as pessoas presas no que resta das carruagens.

A prioridade foi dada aos feridos, tratados num hospital de campanha instalado no local, como nos explica o correspondente da euronews em Bruxelas: “Estamos no posto médico instalado na estação de Halle, por onde já passaram 50 dos feridos mais graves deste acidente ferroviário. Foram posteriormente transportados para 14 hospitais da região. Segundo os socorristas, as operações foram particularmente difíceis, devido à amálgama de chaparia. E, nos comboios, há ainda cadáveres cujo processo de identificação não foi terminado.”

Entre os casos mais grave, algumas pessoas que tiveram de ser amputadas no local. Quanto aos feridos ligeiros, muitos puderam regressar a casa, após tratamento.

Os que escaparam ligeiramente feridos contam o pesadelo que viveram: “Eu dormitava quando senti um grande choque. Senti que o comboio abanava e havia destroços por todo o lado. Uma pessoa passou-me por cima… Depois parou tudo e estávamos tombados de lado.”

Outro passageiro ferido explica: “Foi um choque violento, brutal. Não tive a impressão de que tenha havido um momento de travagem. Depois, estava tudo do avesso. O nosso compartimento era o terceiro, a terceira carruagem. Ficou quase deitada de lado e ficamos la dentro durante quase três quartos de hora.”

As equipas de socorro recolhem também roupas encontradas no local do acidente, e que podem ser úteis para a identificação dos corpos.

Mas muito trabalho há ainda a fazer.