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Greve espontânea dos maquinistas belgas após acidente

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Greve espontânea dos maquinistas belgas após acidente

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Os maquinistas belgas organizam hoje um protesto espontâneo em reação ao acidente ferroviário que matou ontem dezoito pessoas na periferia de Bruxelas.

As primeiras investigações sugerem que um dos dois comboios terá passado um sinal vermelho.

A colisão frontal causou 95 feridos.

Em entrevista à televisão belga, o administrador da Infrabel, a empresa que gere a rede ferroviária, afirmou que “o prazo para equipar as linhas com um novo sistema de segurança é 2013” e que só um dos dois comboios possuía um mecanismo que pára automaticamente os veículos diante dos semáforos. Segundo Luc Lallemand, se os dois comboios estivessem equipados, o acidente podia ter sido evitado.

De acordo com os sindicatos, a greve espontânea foi seguida por um grande número de maquinistas.
O protesto afecta a circulação em Liège, Namour e Charleroi.

As ligações internacionais com partida em Bruxelas foram interrompidas ontem.

Os passageiros mostram-se preocupados com a falta de transportes.

Um homem critica a greve e diz que não sabe se vai regressar “a casa ou dormir em Bruxelas”.
O passageiro admite que o protesto visa melhorar a segurança de todos mas não entende por que razão “é preciso haver mortos para que as pessoas decidam agir”. E desabafa: “Infelizmente a Bélgica é assim”.

Quem assistiu à tragédia conta que o choque foi de tal modo violento que as carruagens ficaram sobrepostas.

Os feridos foram levados para catorze hospitais da região de Bruxelas.

Foi o pior acidente na Bélgica desde 1974, quando o descarrilamento de um vagão matou 18 pessoas.