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UE pede mais rigor à Grécia

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UE pede mais rigor à Grécia

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Os ministros da Economia e Finanças da União Europeia pediram à Grécia para apertar mais um furo no cinto. Para o Ecofin, as medidas até agora anunciadas por Atenas não são suficientes para reduzir o défice abaixo dos 3% até 2012, como prometido.

A Grécia esteve no centro das discussões na reunião desta terça-feira, em Bruxelas.

A Comissão Europeia promete observar de perto a situação do país, como explicou o recém-empossado comissário para os assuntos económicos, Olli Rehn: “A Comissão vai estar em Atenas, nos próximos dias. Esta semana ou na próxima, com os peritos do Banco Central Europeu e com os delegados do FMI, para verificar a implementação e os resultados destas medidas”.

Também os mercados pedem mais empenho por parte do governo grego em reduzir o défice, apesar de todas as medidas de austeridade que foram já anunciadas por George Papandreou: “Penso que a Comissão Europeia está a agir bem ao obrigar a Grécia a ter disciplina orçamental. Este plano de austeridade é ambicioso, mas é necessário. Implementá-lo vai ser um salto importante para a Grécia”, diz o analista Oliver Roth.

Os ministros dos Vinte e Sete pediram explicações a Atenas sobre operações no mercado de derivados, feitas com bancos de investimento norte-americanos, nomeadamente o Goldman Sachs, que terão permitido ao país mascarar as contas. Um desses contratos terá sido assinado em 2001, ano em que o país aderiu à Zona Euro.

Entretanto, Atenas anunciou, esta terça-feira, novas medidas de austeridade. Os planos do governo para reduzir o défice, que incluem, entre outras medidas, o congelamento dos salários da função pública, estão a ser mal recebidos nas ruas. Os gregos preparam-se para mais uma greve de três dias, desta vez dos agentes alfandegários.