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Ashton incentiva a Bósnia-Herzegovina a avançar rumo à Europa

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Ashton incentiva a Bósnia-Herzegovina a avançar rumo à Europa

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O futuro é pouco claro e a Bósnia-Herzegovina tem de fazer mais para aproximar-se da União Europeia. A chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, foi oferecer ajuda a Sarajevo, para que um dia o país integre o clube dos Vinte e Sete.

Para Ashton, “o futuro da Bósnia é na UE”.

Mas a visita ocorre num período difícil. A Bósnia-Herzegovina enfrenta uma crise institucional que ameaça o seu futuro e preocupa a comunidade internacional.

Quinze anos após os Acordos de Dayton, a Bósnia continua dividida entre a Federação croato-muçulmana e a República Srpska. O poder central, partilhado entre sérvios, croatas e muçulmanos, é fraco e ineficaz. As negociações sobre a reforma da Constituição estão bloqueadas e, em vez de reforçar o poder central, o país caminha para o abismo.

Na semana passada, o parlamento sérvio-bósnio aprovou uma lei que facilita a realização de referendos, por exemplo, sobre a independência.

Jean-Michel de Waele, da Universidade Livre de Bruxelas, afirma: “A Bósnia é viável? É preciso ser muito optimista para responder que sim. Acredito que, verdadeiramente e face ao fracasso que temos de constatar, fizemos esforços mas não conseguimos criar um estado bósnio. Por isso, não penso que a Bósnia seja viável. Mas quando se diz isto surgem perguntas terríveis: Qual o futuro? O que vamos fazer se não queremos mudar as fronteiras?”

Outros são menos pessimistas. Alguns analistas consideram que a ameaça de referendo de Banja Luka é mais para eleitor ver. A Bósnia-Herzegovina realiza eleições presidenciais e legislativas em Outubro e o nacionalismo está a aumentar.