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Exército afegão acusa talibã de usar escudos humanos

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Exército afegão acusa talibã de usar escudos humanos

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A bandeira afegã foi hasteada em Marjah, no Afeganistão, no que pretende ser o símbolo político da tomada de controlo do governo nesta zona dominada pelos talibã.

No mesmo dia, a Casa Branca e o exército paquistanês confirmaram a detenção do
“número dois” do movimento talibã, o mullah Baradar.

Entretanto, o exército afegão acusou os talibã de usar civis – mulheres e crianças – como escudos humanos.

Um especialista da Defesa explica: “Não queremos matar muitos civis. Se o fizermos, não vencemos. Os talibã – bem perspicazes – sabem-no. Se usarem escudos humanos colocam os soldados da NATO numa encruzilhada: ou disparam e matam eventualmente civis ou deixam os taliban escapar e atirar sobre eles.”

Um porta-voz dos talibã desmentiu as acusações e classificou-as como “mentiras”. Os habitantes são, de qualquer forma, as primeiras vítimas. 12 civis morreram quando pelo menos um míssil da NATO falhou o alvo.

Eis o desabafo de um habitante: “Como os talibã estavam aqui, as forças americanas vieram e bombardearam a zona. As pessoas tiveram de sair de casa e fugir para o deserto, sem comida, nem água e abrigo. Há mulheres e crianças a viver em condições muito difíceis.”

15 mil soldados afegãos e estrangeiros participam na operação “Mushtarak”, que começou no sábado, em Marjah. O objectivo é retomar o controlo na província de Helmand, junto à fronteira com o Paquistão, zona dominada pelos talibã e pelos barões da droga.

Ao quinto dia da ofensiva, a NATO confirmou a morte de seis soldados e de cerca de trinta insurgentes.

Esta quarta-feira, num primeiro balanço, a Casa Branca considerou que a operação está “a correr bem”.