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Obama enfrenta protestos chineses ao receber o Dalai Lama em Washington

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Obama enfrenta protestos chineses ao receber o Dalai Lama em Washington

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Barack Obama prepara-se para dar uma reviravolta de 360 graus na sua política de boas relações com a China.

Apesar dos protestos de Pequim, o presidente norte-americano acolhe hoje na Casa Branca o líder espiritual tibetano.

Como Clinton e Bush, Obama não deverá receber o Dalai Lama na sala oval e não são esperadas imagens do encontro.

Mas o gesto ameaça piorar ainda mais as relações entre Washington e Pequim, num momento em que a Casa Branca tenta obter o apoio chinês a um novo plano de sanções contra o Irão.

As ruas de Pequim estão hoje distantes da euforia com que os chineses acolheram há meses o novo presidente.

“A questão tibetana é um dos temas mais sensíveis na China, Obama não deveria meter o nariz na política interna chinesa. Este encontro transmite uma má mensagem pois o Dalai Lama é um separatista e penso que vai afectar negativamente as relações entre a China e os Estados Unidos”.

A China acusa o Dalai Lama de defender a independência do Tibete, recusando-se a discutir mesmo o reforço da autonomia do território.

O encontro de hoje piora as relações entre Pequim e Washington, depois da tensão dos últimos meses em torno da venda de armas norte-americanas ao Taiwan, ou a censura chinesa ao portal Google.