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Fast-food "halal" processado por discriminação

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Fast-food "halal" processado por discriminação

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A Quick foi processada por discriminação. A cadeia francesa de fast-food decidiu suprimir todos os pratos à base de carne de porco e só vende agora carne “halal” – isto é, de animais mortos segundo as regras islâmicas.

Uma política que se aplica, para já, em certos restaurantes, como o de Roubaix, no Norte de França, onde, Rene Vandierendonck, o presidente da câmara apresentou queixa. “No interesse dos cidadãos, incluindo os de confissão muçulmana, é preciso ter cuidado para não criarmos uma espécie de apartheid.”

Ao todo, a Quick tem 300 restaurantes. Oito são agora exclusivamente “halal”. É o caso também em Argenteuil, nos arredores de Paris. Uma cliente explica que vem de longe de propósito a este restaurante porque “Quicks há muitos” mais este é o único “halal” da região. Outra cliente reconhece que, “antes, este Quick não tinha lá muita gente. Agora tem muito mais clientes, é um sucesso.”

Quick garante que substituir o bacon por peru fumado é apenas uma estratégia comercial. Restaurantes 100% “halal” sempre houve em França. O problema é que Quick é uma grande cadeia, detida, em parte, pelo próprio Estado francês.