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Militares tomam o poder, no Niger

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Militares tomam o poder, no Niger

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Um grupo de militares do Niger depôs o presidente e o governo do país.

A rádio e a televisão estatais foram de imeidato controladas pelos golpistas que suspenderam a constituição e todas as instituições do Estado.

A junta militar, através de um porta-voz, pede agora apoio, para a esta acção que considera “patriótica”.

“Apelamos à opinião pública nacional e internacional para que apoie a nossa acção patriótica para salvar o Niger e a sua população da pobreza, da decepção e da corrupção”.

Golpe de estado que pode ter sido comandado pelo general Adamou Harouna.

Desconhece-se, por enquanto, o destino do presidente Mamadou Tandja, sabendo-se apenas que está sob escolta dos golpistas.

Deveria ter terminado o mandato, a 20 de Dezembro. Mas as eleições foram boicotadas.

No momento do golpe, estaria reunido com os ministros de um governo em crescente queda de popularidade.

As fronteiras foram encerradas por ordem do auto-designado, Supremo Conselho para Restauração da Democracia.

Depois de anos de alguma prosperidade, o Niger entrou em depressão económica.

Nos últimos tempos, tudo se agravou e as manifestações populares de descontentamento repetiram-se, com frequência.

Para esta situação, contribuiu fortemente a quebra do preço do urânio, no mercado internacional.

Os militares sempre gozaram de grande influência política.