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O povo está com os militares do Níger

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O povo está com os militares do Níger

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No Níger, os militares receberam o apoio maciço da população. E a oposição apelou à realização de eleições livres e transparentes.

O capitão Harouna Djibrilla Adamou garantiu que o Conselho Supremo para a Restauração da Democracia “agiu em nome do superior interesse da nação nigerina.”

Dois dias depois do golpe militar que depôs o presidente Mamadou Tandja e fez três mortos, milhares de pessoas responderam ao apelo e saíram à rua.

A junta no poder, que dissolveu o governo e suspendeu a Constituição, anunciou, para breve, a criação de um conselho consultivo para decidir o futuro do país.
Independente da França desde 1960, este país da África Ocidental, de 15 milhões de habitantes, tem vivido um período político conturbado. Em Agosto, o presidente deposto, Mamadou Tandja, alterou a constituição por forma a tornar ilimitado o número de mandatos presidenciais. E em Dezembro, em vez de abandonar o cargo, como previsto, decidiu manter-se no poder.

Mamadou Tandja estará agora exilado em Marrocos.

Uma importante coligação da oposição nigerina, de sindicatos e de organizações de defesa dos Direitos do Homem diz-se disposta a contribuir para uma transição democrática.