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Abdullah Abdullah: "Talibãs não querem diálogo"

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Abdullah Abdullah: "Talibãs não querem diálogo"

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Os talibãs rejeitam o diálogo e não querem ouvir falar de paz nem de democracia.

É a convicção do líder da oposição afegã, Abdullah Abdullah.

O ex-candidato às presidenciais tem reservas quanto à estratégia do governo e dos Estados Unidos.

Com o apoio do Ocidente, o presidente Hamid Karzai pretende reintegrar na sociedade civil combatentes talibãs.

Numa entrevista, este sábado, em Paris, o antigo chefe da diplomacia afegã mostrou-se céptico.

Abdullah Abdullah afirmou que os “talibãs não querem dialogar porque pensam que estão em vantagem do ponto de vista militar” e porque o diálogo e a democracia vão contra “a própria essência da ideologia que o grupo defende”.

O entendimento parece difícil.

Os talibãs impõem como condição prévia a saída das tropas estrangeiras.

Ora, os Estados Unidos aumentaram o número de militares no terreno.

No fim-de-semana passado, a NATO e o exército afegão lançaram uma vasta ofensiva no sul do país.

Ontem, em Marjah, os talibãs atacaram uma unidade norte-americana mas não há registo de vítimas.