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Bruxelas propõe interdição do comércio internacional do atum vermelho

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Bruxelas propõe interdição do comércio internacional do atum vermelho

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Salvar o atum vermelho… A Comissão Europeia propôs aos Estados membros que proíbam, a partir do próximo ano, o comércio internacional da espécie ameaçada de extinção.

Bruxelas volta ao ataque, antes da conferência da CITES, o organismo da ONU que protege espécies ameaçadas, marcada para meados de Março no Dubai.

A interdição do comércio significa a proibição da pesca, o que será um duro golpe para os pescadores europeus. O mar Mediterrâneo é o principal local de pesca de atum vermelho.

Maria Damanaki, comissária europeia para a Pesca, diz estar “consciente dos custos, a curto prazo, que esta decisão vai ter nas pescas do Mediterrâneo”. Mas está “convencida que podem garantir um futuro viável para a pesca e os pescadores da zona”.

A proposta da Comissão Europeia prevê uma excepção. A interdição não abrange a pesca tradicional. França, Itália e Espanha, os países europeus que mais pescam atum vermelho, apoiam a medida, mas outros Estados membros contestam-na.

Contestação também por parte do Japão, que vai tentar bloquear a iniciativa na conferência da CITES.

Os nipónicos consomem sozinhos 80% do atum vermelho pescado no Mundo. Um petisco apreciado em sushi e sashimi, cujo comércio ronda os dois mil milhões de dólares por ano.