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Madeira: autoridades locais temem mais mortos e Governo vai decretar luto nacional

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Madeira: autoridades locais temem mais mortos e Governo vai decretar luto nacional

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A Madeira tenta regressar à normalidade, depois do temporal que fez pelo menos 42 mortos e 120 feridos, segundo o último balanço oficial.

Com o avanço dos trabalhos de remoção de destroços e da lama arrastada pelas torrentes de água, as autoridades do Funchal temem que se descubram mais vítimas mortais.

O Governo vai reunir-se hoje num Conselho de Ministros extraordinário, durante o qual decretará três dias de luto nacional.

Depois de mais de 24 horas isoladas, algumas localidades das zonas altas do Funchal e da Ribeira Brava viram chegar este domingo as primeiras equipas de resgate.

Muitos habitantes mostram desespero face à falta de notícias dos familiares desaparecidos, enquanto outros choram os mortos.

Dos cerca de 250 desalojados contabilizados pelas autoridades, perto de cem já regressaram a casa. Mas os que viram as residências destruídas ou que se deparam ainda com as estradas cortadas continuam em abrigos temporários, como a base militar de São Martinho.

No Funchal, 30 por cento da população não tem água corrente, enquanto as máquinas trabalham sem parar para remover entulho da capital madeirense.

A Portugal Telecom anunciou ao início da noite o restabelecimento de 85 por cento das comunicações móveis e fixas.