Última hora

Última hora

Madeira - Alberto João Jardim: "A calamidade seria decretar o estado de calamidade"

Em leitura:

Madeira - Alberto João Jardim: "A calamidade seria decretar o estado de calamidade"

Tamanho do texto Aa Aa

Alberto João Jardim recusa decretar o estado de calamidade na Madeira para não prejudicar o turismo. “A calamidade seria decretar o estado de calamidade. Quero fazer já a Festa da Flor já no mês de Abril”, declarou o presidente do Governo Regional da Madeira, em entrevista à RTP.

Jardim confirmou ainda a possibilidade de existirem cadáveres nos parques de estacionamento do centro comercial de Anadia, no Funchal, assim como corpos que foram arrastados para o mar.

De acordo com o último balanço do Governo Regional da Madeira, o temporal causou 48 mortos e 32 pessoas continuam desaparecidas. Ainda que o vice-presidente da região tenha avançado o número de 370 pessoas desalojadas, Alberto João Jardim falou em apenas 26 famílias.

As imagens mostram a violência das enxurradas que, no sábado, provocaram deslizamentos de terras e inundações.

Este é considerado o pior temporal na Madeira desde 1993. Cristiano Ronaldo confessou aos jornalistas não ter palavras para descrever a sua tristeza.

O governo português decretou três dias de luto nacional, num momento em que aguarda uma avaliação dos prejuízos para activar o fundo de solidariedade da União Europeia.