Última hora

Última hora

Congresso contra a Pena de Morte em Genebra

Em leitura:

Congresso contra a Pena de Morte em Genebra

Tamanho do texto Aa Aa

Teve hoje início, em Genebra, o IV Congresso Mundial contra a pena de morte. Famílias das vítimas, dirigentes políticos, advogados e representantes de organizações nacionais e internacionais, de mais de 100 países, defendem uma estratégia comum.

O chefe do governo espanhol, presidente em exercício da União Europeia, deu início aos trabalhos:

“Infelizmente, há sempre muitos lugares no mundo onde se continua a aplicar a pena de morte. Por eles, é preciso continuar a trabalhar, a fazer todos os esforços até obter a erradicação total. No seio das Nações Unidas, vamos pressionar para aprovarem uma nova resolução da Assembleia Geral, no fim deste ano, para a instauração de uma moratória sobre a pena de morte.”

A pena de morte está diminuir: em 1977, apenas 16 países eram abolicionistas, hoje são 95. Mais de dois terços de países do mundo e o Togo, o Burundi e a Argentina, foram os últimos a abolir a pena de morte para todos os crimes.

Há cinco países em que se concentram 93 por cento das execuções no mundo: a China, o Irão, o Paquistão, a Arábia Saudita e os Estados Unidos.

O record é detido pela República Popular da China que, no ano passado, executou mais de sete mil condenações à pena de morte. Desde 2007, as execuções precisam de confirmação prévia do Supremo Tribunal. A situação evolui e o sistema mostra sinais de mudanças.

Na confederação norte-americana, 13 Estados aboliram a pena de morte, apesar da população, em geral, lhe ser favorável.

Actualmente, cerca de 3 mil condenadas à morte aguardam o cumprimento da pena em prisões dos Estados Unidos, embora muitas das sentenças de morte sejam comutadas para prisão perpétua. Nem mesmo os numerosos protestos internacionais têm sido capazes de alterar esta situação.