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Regime cubano acusado pela morte de Zapata

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Regime cubano acusado pela morte de Zapata

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A pouco e pouco aumenta o coro de críticas pela morte de Orlando Zapata Tamayo.

O preso político em Cuba sucumbiu esta terça-feira, depois de uma greve de fome de 85 dias, em que protestava contra as condições existentes na prisão.

Grupos dissidentes e organizações humanitárias falam em morte premeditada e saem em defesa do activista.

“Ele não era assassino, nem ladrão, nem violador. Era simplesmente um jovem que lutava pelo futuro de Cuba, um futuro melhor, em nome dos direitos humanos. No entanto, o Governo não percebeu a mensagem”, disse Laura Pollan, do grupo de mães e esposas de dissidentes, “Mulheres de Branco”.

Zapata foi preso em 2003, durante a onda de repressão a dissidentes, conhecida como a Primavera Negra, em que 75 pessoas foram detidas.

O activista estava na lista dos prisioneiros de consciência da Amnistia Internacional.

É o primeiro preso político a morrer em detenção desde os anos 70.

O dissidente foi transferido para um hospital de Havana apenas na semana passada.