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Sarkozy reconhece erros de França durante o genocídio no Ruanda

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Sarkozy reconhece erros de França durante o genocídio no Ruanda

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A França reconheceu, pela primeira vez, ter cometido erros durante o genocídio do Ruanda em 1994.

O presidente Nicolas Sarkozy deslocou-se a Kigali, numa visita com que tenta virar a página nas relações conturbadas com o governo de Paul Kagamé e reatar a cooperação económica entre os dois países.

“O que se passou neste país obriga a comunidade internacional e em especial a França a reflectir sobre os erros cometidos”, afirmou Sarkozy.

O chefe de Estado francês deslocou-se ao memorial e ao museu do genocídio, onde reagiu em silêncio a alguns documentos que revelam o apoio, político, militar e financeiro de França aos dirigentes Hutus, responsáveis pelo massacre de mais de 800 mil civis, entre Hutus moderados e membros da minoria Tutsi.

As relações entre os dois países tinham sido interrompidas em 2006, depois de Paris ter acusado o presidente Kagamé de estar implicado na morte do presidente Juvenal Habyarimana, que desencadeou o genocídio.

Kagamé reconheceu por seu lado que, “a França e o Ruanda partilham um passado difícil mas que chegou a hora de encontrar uma nova relação e uma nova parceria”.

Segundo algumas associações francesas, o virar de página nas relações entre os dois países incluirá a suspensão de alguns processos judiciais em França contra responsáveis do governo ruandês acusados de cumplicidade no genocídio e na retaliação em 1998 na província de Kivu.

A primeira visita de um presidente francês ao Ruanda desde 1994, ocorre um ano após o tradicional aliado francês ter integrado a Commonwealth britânica.