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Kadhafi apela à "jihad" contra a Suíça

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Kadhafi apela à "jihad" contra a Suíça

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Muammar Kadhafi apelou à guerra santa contra a Suíça. Uma resposta à proibição da construção de minaretes, votada no fim de Novembro.

O líder líbio classificou a federação helvética como “infiel, apóstata” e destruidora de mesquitas. Kadhafi afirmou, ainda, que “qualquer muçulmano em qualquer parte do mundo que trabalhe com a Suíça é um infiel”.

O apelo à Jihad foi feito esta quinta-feira, durante uma festa religiosa em Benghazi, no leste, face a milhares de pessoas e na presença de chefes de Estado de países islâmicos.

Os dois estados estão de costas voltadas desde 2008 quando um dos filhos de Kadhafi – Hannibal -foi detido em Genebra após uma queixa de duas empregadas domésticas que o acusaram de maus tratos.

Como represália, as autoridades líbias detiveram dois suíços. Um deles, Max Göldi, continua preso e o discurso de Kadhafi pode complicar as negociações para o libertar.

A Suíça mantém ainda a política restritiva quanto à concessão de vistos Schengen a cidadãos líbios. Em resposta, a Líbia anunciou, em Fevereiro, fazer o mesmo com os europeus.