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ONU considera "inadmissível" o apelo de Kadhafi à 'jihad'

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ONU considera "inadmissível" o apelo de Kadhafi à 'jihad'

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Os apelos “de um chefe de Estado” à guerra santa são “inadmissíveis no quadro das relações internacionais”. Esta é a reação de Serguei Ordzhonikidze, o diretor-geral das Nações Unidas em Genebra, às declarações de Mouammar Kadhafi.

Ontem, durante uma festa religiosa, o líder líbio apelou à ‘jihad’ contra a Suíça, que classificou como “infiel, apóstata” e destruidora de mesquitas. Kadhafi apelou a todos os muçulmanos que boicotem a Suíça e se desloquem a todos os aeroportos do mundo para impedirem os aviões helvéticos de aterrarem.

Kadhafi reage assim à proibição de construção de minaretes, votado em Novembro pela confederação.

Os dois Estados estão de costas voltadas desde 2008, quando um dos filhos de Kadhafi – Hannibal -foi detido em Genebra, após uma queixa de duas empregadas domésticas que o acusaram de maus tratos.

Como represália, as autoridades líbias detiveram dois suíços, um dos quais continua preso, há mais de ano e meio.

A Suíça mantém uma política restritiva de concessão de vistos Schengen a cidadãos líbios. Uma posição que tem o apoio da União Europeia.