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Contrafacção ataca a indústria da moda

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Contrafacção ataca a indústria da moda

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Não há elegância que resista â crise, como se pode constatar, nesta semana da moda de Milão. À crise e à contrafacção.

Os dois dias deste fim de semana são considerados os mais importantes do certame. Estão marcados 18 desfiles, para um total de 86 passagens de novas propostas.

Ao todo, são 200 colecções que procuram mostrar-se ao mercado, em Milão.

Mas a Versace, uma das marcas mais emblemáticas da indústria queixa-se, não só da crise, mas também da indústria da contrafacção. Um prejuízo para as marcas e para a receita fiscal:

“A Comissão Europeia, o Parlamento Europeu têm o dever de lutar pela transparência, criar o máximo de transparência. Quando alguém compra um artigo contrafeito, está a facilitar o trabalho negro, a facilitar a evasão fiscal, a fomentar o trabalho infantil e o crime organizado. É uma vergonha, comprar um produto contrafeito”

A indignação de Santo Versace, contra o submundo da contrafacção.

Presume-se que esta indústria esbulhe às marcas genuínas qualquer coisa como 50 mil milhões de euros.

Vítima desse fenómeno e não só, outra marca italiana acaba de declarar falência e requerer a liquidação judicial.

A “Mariella Burani”, com uma dívida de 500 milhões de euros encerrou toda a actividade.