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Em menos de dois minutos o Chile encheu-se de desalojados

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Em menos de dois minutos o Chile encheu-se de desalojados

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Desde as 3h30 da manhã que o Chile está suspenso. O sismo surpreendeu quase todos durante o sono.

Este residente em Santiago nem teve tempo de mudar de roupa: “Começou tudo a cair, os candeeiros, a televisão que se partiu. Tudo está partido. A ventoinha também. Imagine o susto que não apanhei”.

Os bombeiros sabem que não vão parar: “Estamos a assistir pessoas presas nos elevadores, tentamos lá chegar. Estamos a dar prioridade aos casos mais complicados.”

A luz do dia ampliou o cenário da desgraça. Santiago, a terceira cidade com a melhor qualidade de vida da América Latina ficou desfigurada.

A 300 quilómetros da capital, na região de Maule, os estragos foram maiores. E o número de vítimas mortais mais elevado.

Numa questão de minutos o país encheu-se de desalojados: “Deixei de ter uma fachada, uma janela, uma porta. O problema agora é saber se a casa é habitável. Temos medo que nos caia em cima. Consegui controlar as minhas emoções até agora. Espero não ser esquecida. Não aguento…”

O Chile é um dos países com maior actividade sísmica. Está sobre a convergência de duas grandes placas tectónicas.