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Chilenos esfomeados pilham supermercados

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Chilenos esfomeados pilham supermercados

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Chilenos sem maios estão a pilhar supermercados, para conseguirem água e alimentos. É a segunda parte da tragédia que matou, pelo menos 708 pessoas.

É o desespero de milhões de chilenos que não têm nada de comer e recorrem ao saque, para obterem qualquer coisa com que matem a fome a sede. Os supermercados estão a ser literalmente pilhados por multidões descontroladas.

Na cidade de Conception de 500 mil habitantes, a mais fustigada pelo sismo, quem escapou com vida, não quer agora morrer de fome:

“Temos falta de tudo. Não temos água, nem nada que se coma. Viviamos no quinto andar de um prédio que ruiu, ficámos sem nada.Eu tenho um bébé e não tenho nada para lhe dar de comer. Isto é uma miséria. Precisamos de fazer qualquer coisa. Não temos água, nada”.

E fazer qualquer coisa, nestas circunstâncias, é pilhar supermercados. A polícia tenta evitar os assaltos, usando meios coercivos que nem sempre intimidam os esfomeados. Os mais renitentes em acatar a ordem policial acabam, muitas vezes, detidos.

As autoridades pretendem ainda resgatar 48 pessoas, presumivelmente vivas, que se encontram entre os destroços de um prédio de 14 andares, naquela que é agora considerada a mais importante missão de socorro.