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Dmitry Medvedev realiza uma visita de dois dias a França, país com o qual o presidente russo afirma existir uma “ligação espiritual”.

Dois anos depois da eleição para a chefia do Estado mantêm-se as interrogações sobre quem é este homem.

“Vivemos dos recursos soviéticos tempo demais, recursos que já se esgotaram.
Não temos que idealizar a escola soviética. Acabou. Mas a nossa escola ainda não está criada.”

A declaração desta segunda-feira não é uma surpresa. Medvedev já criticou o Estado soviético mais que uma vez, assumindo assim algumas diferenças relativamente a Vladimir Putin, o seu mentor e actual primeiro-ministro. O presidente tenta afastar o rótulo de marioneta de Putin. Mas resta saber se é um verdadeiro reformador. Nos últimos tempos o ocupante do Kremlin parece agir de forma cada vez mais autónoma.

Apaixonado pelas novas tecnologias, Medvedev é o porta-estandarte da modernização da Rússia.
Em Setembro de 2009 denunciou uma sociedade atrasada e corrompida, uma economia ineficaz, uma democracia fraca e uma presença demasiado importante do Estado a todos os níveis.

As palavras do presidente são acompanhadas por actos. Alguns caciques julgados inamovíveis foram afastados e o ministério do Interior e a polícia começaram a ser varridos com o objectivo de reduzir o número de efectivos e limpar as instituições da corrupção.

Ao nível dos Direitos Humanos vêem-se igualmente avanços. Há um ano o chefe de Estado reconhecia que alguns direitos não eram respeitados na Rússia. Os activistas continuam a denunciar os métodos do primeiro-ministro Putin mas alguns estão dispostos a conceder o benefício da dúvida ao presidente.

Mas as reformas tardam. E a crise acentuou a fragilidade da economia do país. Resultado, as manifestações contra a carestia de vida são recorrentes como aqui, em Kalinegrado.

Apesar das boas intenções do presidente, muitos interrogam-se sobre a sua margem de manobra.
Uma sondagem recente demonstra que apenas 14 por cento dos russos acreditam que é Dmitry Medvedev quem dirige o país.

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