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Três réplicas voltam a sacudir o Chile

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Três réplicas voltam a sacudir o Chile

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Três novas réplicas sacudiram esta noite as regiões chilenas mais castigadas pelo sismo de sábado, não dando descanso à população que resiste e dorme nas ruas.

O último balanço oficial aponta para mais de 700 mortos. A presidente Michelle Bachelet já avisou que o número pode aumentar devido à grande quantidade de pessoas desaparecidas.

Concepcion, situada mais de 400 quilómetros a sul de Santiago, foi a cidade mais afectada. O epicentro do terramoto localiza-se a cerca de 90 quilómetros.

Depois do sismo, as ondas gigantes devoraram as cidades costeiras e o governo admitiu não ter antecipado o risco de tsunami.

Milhares de pessoas estão sem tecto e sem comida. Os supermercados são alvo de pilhagens. As autoridades decretaram o recolher obrigatório nas cidades mais afectadas, onde um total de dez mil soldados tenta manter a ordem, distribuir alimentos, água ou cobertores.

Aquele que foi um dos mais fortes sismos dos últimos cem anos, com uma magnitude de 8,8 na escala de Richter, destruiu cerca de um milhão e meio de casas, estradas e pontes. O custo dos estragos pode chegar aos 30 mil milhões de dólares, o equivalente a 15% do PIB chileno.