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União Europeia pede mais esforços à Grécia

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União Europeia pede mais esforços à Grécia

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A Grécia vai ter que tomar medidas mais drásticas para atacar o défice. É essa a mensagem que Bruxelas manda a Atenas. O comissário europeu para os Assuntos Económicos, Olli Rehn, esteve reunido com o ministro grego das Finanças, George Papaconstantinou. A reforma do sistema de pensões foi um dos temas em debate. “São precisas medidas adicionais de consolidação, para assegurar que a meta de um défice de 4% este ano é atingida”, disse Rehn no fim do encontro.

O primeiro-ministro George Papandreou enfrenta uma cada vez maior oposição nas ruas, mas insiste nas medidas de austeridade e apela à união do povo contra a crise: “A crise no nosso país não se limita aos problemas fiscais. Isso é a ponta do icebergue. É absolutamente urgente enfrentar esta crise, porque as dimensões que tomou tornaram-se já dramáticas”.

A Grécia tem tambérm que fazer face à relutância dos parceiros da Zona Euro, em particular a Alemanha, em dar uma ajuda. Numa entrevista à televisão alemã, a chanceler Angela Merkel invocou as condições do tratado de Maastricht: “Temos um tratado que não nos permite ajudas a Estados-membros em dificuldade. Isso significa que a única maneira de ajudarmos a Grécia é ajudando-os a fazer o trabalho de casa”.

Os bancos da Alemanha estão também a dificultar a tarefa dos gregos de endireitar a economia. As principais instituições bancárias alemãs anunciaram, na semana passada, que não iriam subscrever as novas obrigações da dívida pública grega.