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Parlamento Europeu vende scanners corporais

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Parlamento Europeu vende scanners corporais

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O Parlamento Europeu pôs à venda, em hasta pública, seis scanners corporais comprados a seguir ao 11 de Setembro de 2001.

Até aqui nada de estranho, o que surpreende é que estes aparelhos nunca foram utilizados. Custaram mais de 700 mil euros e agora a base de licitação é de cerca de metade do seu custo.

Alegadamente trata-se de modelos de tecnologia obsoleta face às necessidades actuais, de que o hemiciclo se desfaz enquanto a União decide se torna ou não obrigatório a utilização deste sistema de vigilância nos aeroportos.

O anúncio da venda não deixou de causar surpresas mesmo entre os deputados, que se manifestaram em 2008 contra a utilização dos scanners e numa altura em que o assunto volta a estar em discussão.

“Todos dissemos que não somos contra os scanners em si, mas precisamos de definir os critérios da sua utilização para salvaguardar a privacidade dos passageiros e obviamente também aqui no Parlamento. Para mim é uma grande surpresa descobrir que o Parlamento possui alguns scanners”, afirma a deputada liberal, Jeanine Hennis-Plasschaert.

Depois do atentado falhado no voo Amesterdão-Detroit, no dia de Natal, os scanners corporais estão a ser testados em dois aeroportos europeus: Heathrow, em Londres e Schiphol, em Amesterdão.

Bruxelas procura um compromisso entre a segurança e o respeito da privacidade. A Comissão deverá apresentar uma proposta em Abril.