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Protestos antes das medidas de austeridade

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Protestos antes das medidas de austeridade

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O governo grego tem uma equação difícil de resolver. O primeiro-ministro Georges Papandreaou enfrenta diversos movimentos sociais ainda antes de anunciar, esta quarta-feira, medidas de austeridade. Esta terça-feira foram os taxistas a desfilar no primeiro dia de uma greve de 48 horas. Outros sectores anunciaram já paralisações para os próximos dias.

A recusa alemã em pagar os excessos orçamentais de Atenas levou uma associação grega de consumidores a apelar ao boicote dos produtos germânicos. Um protesto que visa a imprensa alemã e as suas capas ofensivas.

No meio desta controvérsia, a realidade é que a só a Grécia pode sanear as suas finanças públicas.
Em Bruxelas, o eurodeputado Stavros Lambrinidis apela ao fim da “histeria contra a Grécia, contra a Europa e contra o euro”. O político grego sublinha igualmente que “todos os países europeus, incluindo a Alemanha, sabem que a pertença à União Europeia” obriga a um apoio comum, mesmo aos que “contribuem mais do que outros para os fundos europeus.”

A fuga ao fisco é a principal preocupação do executivo de Atenas que estima o custo anual da evasão fiscal em 12 mil milhões euros.