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Batata OGM cria polémica na União Europeia

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Batata OGM cria polémica na União Europeia

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Desde que foi anunciada a decisão da Comissão de autorizar a cultura da Amflora, uma batata geneticamente modificada, criada pelo gigante alemão da indústria química, BASF, os protestos não páram.

O tubérculo contém um gene resistente a dois antibióticos: a kanamicina e a neomicina e os ambientalistas temem a emergência de bactérias resistentes.

A batata destina-se à produção de amido para a indústria do papel, mas poderá ser utilizada como complemento alimentar para animais e não há garantias de que não seja introduzida na alimentaçâo humana.

Um risco desnecessário defende a Greenpeace:

“A Greenpeace é contra esta batata, especialmente porque pôr em risco a vida humana, animal e o ambiente, por causa do gene de resistência aos antibiótico´é totalmente desnecessário. Exstem no mercado batatas convencionais – não OGM’s com o mesmo teor de amido que a da BASF que podem ser usadas sem por ninguém em risco”.

Opinião contrária tem a Europabio – Oraganização dos Industriais das Biotecnologias Agrícolas.

Um representante afirma que há uma enorme confusão sobre este assunto. “O gene em causa”, explica, “só tem resistência a antibióticos de uma velha geração que já não têm uma utilização significativa nas pessoas”. “Na verdade”, acrescenta, “este gene pode ser encontrado em qualquer pedaço de terra que se escave no jardim”.

Entre os Estados-membros discute-se agora a lógica da batata OGM. A Alemanha, Suécia, República Checa e Holanda estão prontas a começar o cultivo; a Itália e a Áustria afirmam que vão proibi-lo.

Paris pediu a opinião do Alto Conselho das Biotecnologias.