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Exército chileno reconhece falhas na activação do alerta de tsunami

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Exército chileno reconhece falhas na activação do alerta de tsunami

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O número de mortos aumenta de dia para dia. De acordo com o ministério chileno do Interior, 799 pessoas morreram na sequência do sismo e do maremoto que devastaram o centro do país.

Mas o balanço de vítimas pode aumentar devido ao enorme número de desaparecidos que poderá confirmar se o tsunami foi mais devastador do que o sismo.

“Foram três minutos intermináveis. E depois a onda de cinco metros… Estes carros estavam no parque de estacionamento e agora estão aqui. Foram atirados para cima”, recorda um homem.

“Vamos voltar a viver como nos 17 anos de ditadura. Este terramoto é pior que a ditadura militar”, diz uma mulher, em lágrimas.

14 mil soldados foram destacados para as regiões mais afectadas. O objectivo é evitar as pilhagens e acelerar a distribuição de alimentos.

Entretanto, o exército reconheceu falhas na activação do alerta de tsunami.

“Não fomos suficientemente claros para dizermos à Presidente se mantinha ou cancelava o alerta”, diz um oficial da marinha, acrescentando que partilham a responsabilidade de tantas mortes. “Lamentamo-lo sinceramente”, conclui.

As famílias deambulam numa morgue improvisada num ginásio, em Constitución, onde morreram 250 pessoas. Uma mãe identificou a filha. Diz que morreu perto dela. “A casa inteira desabou. Somos de Santiago e estávamos de férias numa pensão. Seis pessoas da minha família morreram”, conta.

As ondas gigantes engoliram bairros inteiros. Na costa prosseguem as buscas para encontrar sobreviventes. A faixa de 200 quilómetros, que antes era decorada por estâncias balneares, é agora um cenário de destruição.