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Líder da extrema-direita holandês diz que autárquicas são "trampolim para o êxito" nacional

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Líder da extrema-direita holandês diz que autárquicas são "trampolim para o êxito" nacional

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A extrema-direita marca terreno na Holanda. A participar pela primeira vez nas eleições autárquicas, o Partido da Liberdade ( PVV), de Geert de Wilders, foi o mais votado em Almere e a segunda força política em Haia.

Os resultados são vistos como um barómetro para as legislativas de Junho e Wilders leu os votos como um “trampolim para o êxito”. Disse ser “um homem feliz” e informou que o partido vai começar a trabalhar nas cidades que o escolheram. A bandeira de campanha era lutar contra a “islamização da Holanda”. Um tema que lhe deu o segundo lugar nas europeias do ano passado.

Os grandes derrotados foram o PvdA dos trabalhistas e o CDA do primeiro-ministro Jan Peter Balkenende. Ainda que a nível nacional tenham mantido a liderança, viram a sua influência reduzida.

Os eleitores estão divididos sobre a ascensão da extrema-direita. “O Wilders e a sua gente só falam em proibir o véu islâmico. Acho isso terrível e tenho vergonha”, conta uma mulher.

“Não conhecemos este partido. Ele fala muito, mas não sabemos nada. Primeiro quero ver os resultados para depois julgar”, julga outro cidadão.

Segundo uma sondagem realizada à boca das urnas, se o voto de ontem fosse para as legislativas, o PVV tornar-se-ia na terceira força política do país com 24 deputados contra os nove actuais. Um cartão amarelo à coligação governamental que caiu a 20 de Fevereiro e levou à convocação de eleições antecipadas.