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Arménios festejam decisão do Congresso norte-americano

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Arménios festejam decisão do Congresso norte-americano

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Na Arménia a decisão da comissão do Congresso norte-americano de qualificar de “genocídio” o massacre de arménios perpetrado pelo Império Otomano foi motivo de festa.

O reconhecimento do genocídio é visto como uma maneira de evitar episódios idênticos no futuro, como explica a professora universitária Ludmila Arutinyan.

“Aparentemente, o Congresso quer ter a reputação de portador de ideias progressistas. O que é que os arménios vão receber? Nada. Tentamos apenas que o genocídio seja reconhecido porque é um passo importante para a prevenção de outros genocídios em geral. Aqui não há agendas pessoais. Trata-se de algo social, de interesse humano.”

Em Erevan, a capital, como um pouco por todo o país a população acordou com a notícia, grande destaque das primeiras páginas dos jornais nacionais.

Um habitante de Erevan defende que “as sociedades progressistas e civilizadas deviam poder exprimir as suas opiniões e condenar acontecimentos deste género. Só assim é possível viver neste planeta de maneira civilizada.”

Resta saber se a decisão não vai influenciar a ratificação dos acordos assinados pelos dois países em Outubro que prevêem o estabelecimento das relações diplomáticas e a abertura das fronteiras entre Turquia e Arménia.