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Comissão vai combater discriminação salarial

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Comissão vai combater discriminação salarial

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Persiste a discriminação salarial de género na Europa – Bruxelas promete combater o fenómeno e igualar salários de homens e mulheres.

De acordo com um estudo do Eurobarómetro, a diferença salarial mádia situa-se actualmente, nos 18 por cento.

O país que mais contribui para esta diferença é a Estónia, onde, em regra, os homens ganham mais 30,3 por cento que as mulheres. A Itália está do lado oposto, com um diferencial de 4.9.

Em Portugal, o desnível é inferior a 10 por cento, o que se explica pelo baixo nível salarial, de uns e outras.

Os europeus refutam a discriminação e 82 por cento querem que o assunto seja resolvido.

Uma dirigente sindical justifica assim a diferença:

“As mulheres trabalham em sectores e em profissões menos remuneradas. Elas trabalham mais em tempo parcial e eles não têm tanta necessidade de compatibilizar a vida privada com a profissional. E, depois, há limites à promoção o que faz com que as mulhertes não acedam aos lugares de topo das empresas”.

A Comissão Europeia promete lutar contra esta injustiça, admitindo mesmo a possibilidade de sancionar os casos mais escandalosos.

A há casos, como o da Alemanha, onde a diferença entre homens e mulheres se cifra ainda nos 23.2 por cento, um pouco mais que os 21.4 da França.

Não há um único país onde as mulheres ganhem mais que os homens.