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Embaixador turco nos Estados Unidos abandona o país

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Embaixador turco nos Estados Unidos abandona o país

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Num sinal de retaliação, a Turquia retirou, para algumas “consultas”, o embaixador do país nos Estados Unidos.
 
O governo turco não gostou da atitude da Comissão de Assuntos Exteriores e ordenou o regresso de Naby Sensoy a Ancara.
 
No Congresso, recuou-se no tempo, até à Primeira Guerra Mundial, e aprovou-se uma resolução que qualifica de “genocídio” a morte de arménios por turcos otomanos.
 
Para alguns este é o prenúncio de um conflito diplomático.
 
“A longo prazo vai haver um mau relacionamento com a Turquia, pelo menos enquanto não pararem com este esforço de negar o passado e o “genocídio”. Teríamos um boa relação com os alemães, se negassem o Holocausto? E quem teria boas relações connosco mesmo, se negássemos a escravatura e outros erros do passado?”, perguntou o congressista Brad Sherman.
 
A resolução norte-americana, sem implicações práticas, passará agora ao plenário da Câmara, onde líderes democratas dizem que deve ser votada até meados de Novembro.
 
A Turquia, que tem o segundo maior exército da NATO, logo a seguir aos Estados Unidos, disse que os laços bilaterais e a cooperação militar podem ser prejudicados se o Congresso aprovar a resolução.
 
Entretanto a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, já pediu à comissão parlamentar para voltar atrás.
 
Da Arménia chegam vozes de contentamento. Edward Nalbandian, o ministro dos negócios estrangeiros, disse que o país fica contente se a proposta americana seguir em frente.
 
Os massacres de arménios são um tema muito delicado na Turquia. Milhares de pessoas morreram em 1915, quando foram deportados em massa pelo Império Otomano.
 
Muitos foram assassinados. Outros morreram à fome ou de doença.