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Gregos continuam na rua contra as novas medidas de austeridade

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Gregos continuam na rua contra as novas medidas de austeridade

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Mais um dia de manifestações e greves na Grécia. Escolas, hospitais, administração e transportes públicos paralisam, assim como o tráfego aéreo e os próprios meios de comunicação social.

Aos funcionários públicos juntam-se os trabalhadores do setor privado. Manifestam contra as novas medidas de austeridade apresentadas quarta-feira e que se somam a um primeiro pacote anunciado em Janeiro.

“As medidas podem ser necessárias, mas o povo não aguenta muito mais”, reconhece um manifestante. Outro não acredita que a greve tenha algum efeito: “De qualquer forma, eles vão aprovar as medidas. É um esforço vão. É só para fazer barulho.”

“Eles” são os deputados gregos. O parlamento, onde o governo tem a maioria absoluta, vota hoje, em urgência, o novo pacote de medidas. Em causa, cortes nas horas extras e nos subsídios de férias e congelamento dos salários e reformas dos funcionários públicos.

O primeiro-ministro George Papandreou encontra-se hoje com Angela Merkel, em Berlim. Não vai pedir dinheiro, garante, mas apenas apoio ao plano, que visa economizar quatro mil e 800 milhões de euros, para salvar a economia grega.

Um plano que ontem levou dez mil pessoas à rua em Atenas e Salónica e provocou confrontos com a polícia.