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Nova vaga de atentados suicidas marca as legislativas iraquianas

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Nova vaga de atentados suicidas marca as legislativas iraquianas

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São quase 20 milhões os eleitores iraquianos habilitados a votar nas legislativas de Domingo.

Esta sexta-feira, quase um milhão foi depositar o voto na urna. Uma antecipação que incluiu os militares. Concorrem mais de seis mil candidatos para 325 assentos parlamentares.

Nove mil locais de voto com mais de 60 mil urnas foram instalados por todo o país – um acto democrático que fez regressar em força os atentados.

Pelo menos 33 pessoas morreram e outras 55 ficaram feridas numa série de ataques suicidas.

A invasão norte-americana, em 2003, e posterior deposição de Saddam Hussein, líder do Partido bahaísta de confissão muçulmana sunita, acabou com o frágil equilíbrio entre grupos religiosos no Iraque.

Os confrontos entre sunitas e xiitas estalaram e o escrutínio é terreno fértil para reavivar velhas cisões.

Para o presidente norte-americano Barack Obama, herdeiro de uma guerra iniciada por George W. Bush, estas eleições são o derradeiro teste.

Em várias ocasiões o disse, e voltou a repetir a promessa em Janeiro – retirar as tropas americanas do Iraque dentro de seis meses.

Desde 2003, mais de quatro mil soldados americanos morreram em combate e pelo menos 700 mil milhões de dólares foram gastos na guerra.