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Turquia irada pelo "genocídio arménio" reconhecido pelos EUA

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Turquia irada pelo "genocídio arménio" reconhecido pelos EUA

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Na Turquia, é a ira, depois do voto norte-americano sobre o genocídio arménio. Ancara chamou imediatamente o embaixador turco e o caso faz as manchetes dos jornais.

Ontem, a Comissão dos Negócios Estrangeiros da Câmara dos Representantes norte-americana aprovou uma resolução que considera “genocídio” o massacre de cerca de um milhão e 500 mil arménios pelas forças otomanas, durante a I Guerra Mundial.

Para Faruk Lologlu, antigo embaixador turco nos Estados Unidos, “a mais importante consequência desta decisão é que ela marca um fim…”

O fim do quê é a questão. Será o fim do processo de reconciliação recentemente iniciado, entre a Turquia e a Arménia? Ou será que o antigo embaixador se refere às relações privilegiadas entre Ancara e Washington? Tanto mais que a Turquia, enquanto membro da NATO, desempenha um importante papel geo-estratégico. Para Ahmet Davutoglu, ministro turco dos Negócios Estrangeiros, “uma degradação das relações entre os dois países não afetará a Turquia, mas sim a visão estratégica dos Estados Unidos.”

Barack Obama tem também interesses eleitorais. Com as eleições intercalares marcadas para Novembro, o presidente quer contar com o apoio da comunidade americana de origem arménia, que já aplaudiu o reconhecimentos dos Estados Unidos, do estatuto de genocídio. Ancara prefere chamar-lhe “massacre”.