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Dissidente cubano promete levar greve de fome até às últimas consequências

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Dissidente cubano promete levar greve de fome até às últimas consequências

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Uma greve de fome incómoda para o regime cubano.
O jornalista e dissidente Guillermo Fariñas garante que vai levar o protesto até às últimas consequências se não forem libertados 26 prisioneiros políticos gravemente doentes.

Fariñas encontra-se em greve de fome desde a morte do dissidente Orlando Zapata há duas semanas, após 85 dias de protesto sem comer nem beber.

“Quero mostrar ao mundo que os assassínios políticos continuam a ocorrer todos os dias em Cuba. Estou pronto a levar esta greve de fome até às últimas consequências, mesmo até à morte”.

O falecimento de Orlando Zapata, alegadamente torturado na prisão, volta a levantar dúvidas sobre o respeito dos direitos humanos em Cuba.

A organização repórteres sem fronteiras acusa o regime de aumentar a repressão contra jornalistas e internautas.

Dezenas de pessoas manifestaram-se frente à embaixada cubana no México para protestar contra a morte de Zapata.

“Nós representamos todos aqueles que pensam que é necessário apoiar a luta dos nossos irmãos cubanos. É importante mostrar a nossa solidariedade na defesa dos direitos humanos e de uma Cuba e de uma América Latina livre”.

O Parlamento Europeu prepara-se para condenar a morte de Zapata, num momento em que a presidência espanhola da União tenta normalizar as relações com o regime comunista.