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Eleições iraquianas sob ameaça da Al-Qaeda

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Eleições iraquianas sob ameaça da Al-Qaeda

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O grande dia é amanhã, mas a contagem dos votos antecipados para as legislativas iraquianas já começou. Quinta-feira, 950 mil eleitores foram chamados às urnas: militares, forças da ordem, prisioneiros e pessoas hospitalizadas.

Os iraquianos do estrangeiro, esses, começaram a votar ontem. Um voto que prossegue este sábado, em vários países. Na Síria, por exemplo, foram instaladas 23 assembleias de voto.

Cerca de um milhão de iraquianos vive, actualmente, neste país. Têm a possibilidade de escolher o futuro governo do Iraque. E esperança num futuro melhor, como confessa uma iraquiana que vive na Síria: “Sinceramente, não votei nas últimas eleições, porque achei que ia ser um fracasso. Mas desta vez, não. Desta vez acredito que algo mudou e que, quando há união, é possível avançar.”

A eleição deste domingo decorre sob o signo da violência. Esta manhã, um carro armadilhado provocou a morte a 4 peregrinos iranianos, em Najaf. Sobe, assim, para 49 o número de vítimas mortais desde quinta-feira.

A Al-Qaeda já tinha prometido recorrer à força para impedir o escrutínio e ontem aconselhava os iraquianos a não saírem de casa no dia das eleições. A segurança foi, assim, reforçada, um pouco por todo o país. O objectivo é permitir que os 19 milhões de eleitores possam escolher, em segurança, o novo governo.

O primeiro-ministro xiita Nouri al Maliki candidata-se a um segundo mandato. Mas os analistas estimam que não haverá um vencedor absoluto.