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O referendo que se arrisca a isolar a Islândia

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O referendo que se arrisca a isolar a Islândia

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A Islândia referenda hoje, sem grande entusiasmo, o polémico plano para reembolsar a ajuda britânica e holandesa durante a crise bancária de 2008.
 
Segundo as sondagens a maioria dos eleitores deverá rejeitar o projecto, depois de Londres e Haia terem ameaçado cortar as ajudas do FMI e bloquear as negociações de adesão do país à União Europeia.
 
O governo islandês admitiu estar a negociar um novo acordo com taxas de juro mais suaves para o erário público.
 
A primeira-ministra islandesa, afirma que, “o país vai respeitar o sistema regulatório da União Europeia, mesmo que injusto, e vai honrar as obrigações, o que significa um mínimo de garantias”.
 
Os islandeses não estão contra o pagamento da dívida de 3,8 mil milhões de euros. Apenas querem evitar que país contraia um empréstimo com juros elevados para indemnizar os clientes britânicos e holandeses após a falência de dois bancos islandeses.
 
Uma residente afirma: “Temos de tentar saber quanto dinheiro realmente existe ainda no landsbankin. Só para termos uma ideia justa.”
 
Um outro residente quer um processo “justo”: “Sabemos que temos que pagar. Não está em causa não pagar. Apenas queremos um acordo justo, como toda a gente.”
 
O projecto referendado hoje implica um custo equivalente a 100 euros mensais por habitante até 2024.