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38 mortos em dia de eleições no Iraque

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38 mortos em dia de eleições no Iraque

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Morteiros, bombas e obuses marcaram este domingo de eleições no Iraque. Pelo menos 38 pessoas morreram, em consequências dos ataques que provocaram também mais de uma centena de feridos.
 
A Al-Qaeda tinha ameaçado recorrer à violência, mas nem os atentados nem as medidas de segurança impediram os iraquianos de irem às urnas. As assembleias de voto encerraram às 17 horas locais, uma da tarde em Lisboa e, segundo os observadores, os eleitores afluíram em massa.
 
Um dos primeiros a votar, pela manhã, foi o presidente iraquiano. O partido de Jalal Talabani, a União Patriótica do Curdistão, é uma das formações em liça.
 
Quanto ao actual primeiro-ministro, recandidata-se ao cargo. Mas a coligação de Nuri Al-Maliki, Estado de Direito, que promete pôr fim à corrupção e relançar os serviços públicos no país, tem outros 84 adversários.
 
Entre eles, a lista dirigida pelo antigo primeiro-ministro. Ayad Allawi, um xiita laico, reuniu na mesma formação um certo número de sunitas, numa tentativa de aumentar as hipóteses de vitória.
 
Neste segundo escrutínio desde a queda de Saddam Hussein está em jogo a estabilidade do país. Dentro de seis meses, as tropas americanas começam a abandonar o país.
 
Mas nenhuma das 86 listas concorrentes deverá alcançar a maioria, pelo que se esperam semanas ou mesmos meses de negociações até à formação de um novo governo.
 
Um eventual vazio de poder que grupos terroristas, como a Al-Qaeda, podem aproveitar para semear o terror.