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Islândia prossegue negociações depois de votar não no referendo

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Islândia prossegue negociações depois de votar não no referendo

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Uma vitória esperada do não no referendo na Islândia. Cerca de 93% dos eleitores rejeitaram o plano para reembolsar os empréstimos britânico e holandês durante a crise bancária de 2008.

Londres e Haia afirmam ter ouvido a mensagem, e que as negociações vão prosseguir para tentar chegar a um acordo menos pesado para o erário público islandês.

“Penso que os islandeses conseguiram com este voto, passar uma mensagem que é válida em todos os países, sobre os planos de resgate do governo. Nós não vamos pagar por um sistema que não está a funcionar”.

“O que aconteceu é que nós não estamos dispostos a ser submetidos à escravatura de uma dívida”.

Os custos do plano de reembolso representavam 100 euros mensais por cada contribuinte durante 14 anos. Um encargo difícil de aceitar quando a maioria dos islandeses perderam 30% dos rendimentos após a crise bancária.

A primeira-ministra, que não votou no referendo, afirma que, “o resultado é a prova de que este plano era obsoleto e que é necessário encontrar um novo acordo com Londres e Haia para reembolsar os 3,9 mil milhões de euros de dívida”.

Reiquiavique propõe-se a chegar a um entendimento nas próximas três semanas, que deverá passar pela negociação de uma taxa de juro mais baixa do que a actual de 5,5%.

Chegar a um acordo é essencial para que o país recupere o crédito e a credibilidade junto da União Europeia e do FMI.