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Triplo referendo na Suíça apenas aprova a investigação científica com seres humanos

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Triplo referendo na Suíça apenas aprova a investigação científica com seres humanos

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Os suíços rejeitaram em referendo uma proposta do Governo que, na prática, reduz o valor da pensão que cada reformado recebe das seguradoras. O chamado segundo pilar do sistema de pensões suíço.

Um “não” rotundo foi também dado à proposta da criação de um advogado dos os animais.

O único “sim” foi dito para a investigação científica com seres humanos.

Aldo Ferrari, da Federação de Sindicatos UNIA, congratula-se com o “não” à redução do valor das pensões: “Cada franco acumulado no segundo pilar deve ser entregue aos assegurados. Essa foi uma das nossas vitórias e espero que o parlamento entenda a mensagem.”

Esta proposta, defendida pela Direita e sector comercial, é uma resposta à pressão da conjuntura económica que afecta as seguradoras.

O plano de se criar um advogado para os animais, de iniciativa popular, foi recusado porque os seus opositores consideram que já existe uma lei que permite a instauração de processos penais por maus tratos aos animais.

Antoine F. Goetschel, defensor dos Direitos dos Animais, interpretou o resultado: “Temos uma legislação forte contra os maus tratos aos animais, que foi revista recentemente. Penso que a população suíça quer esperar para ver o alcance da aplicação desta nova legislação.”

O “sim” à investigação científica com seres humanos abre caminho para a criação de legislação. Não foi especificado que tipo de investigação vai ser permitido. Mais de 77 por cento dos eleitores apoiou a iniciativa.