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Para que serve o Galileo?

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Para que serve o Galileo?

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Oficialmente lançado a 26 de Março de 2002, o Galileo será o sistema europeu de navegação por satélite. O que vai este sistema trazer ao grande público?

O Galileo é um projecto político. Como o Airbus e o programa do foguetão Ariane, este sistema de navegação por satélite, 100% civil, vai garantir a independência da Europa. Os Estados-membros da União deixarão de estar dependentes do sistema militar americano, GPS ou do russo, GLONASS. Mas para Álvaro Herrero Porteros, conselheiro técnico da presidência espanhola da União, o Galileo é também uma aventura económica e tecnológica revolucionária:

“A infraestrutura do Galileo não é um objectivo em si mesmo. O Galileo é um meio de fornecer um sinal no espaço, um sinal de navegação no qual nos poderemos apoiar para desenvolver inúmeras aplicações e serviços interessantes, que os engenheiros vão poder explorar no mundo inteiro. As aplicações e os serviços do Galileo devem existir para os cidadãos”.

A maior parte das pessoas só conhece a navegação por satélite pela sua aplicação nos itinerários rodoviários, mas há muito mais. Por exemplo, o projecto Pernasvip permite aos deficientes visuais uma mobilidade autónoma e segura, com a ajuda de um sistema de guia vocal. O projecto Modis vai permitir às famílias de pessoas idosas, ou de pessoas que sofrem da doença de Alzheimer encontrá-las em caso de urgência e comunicar as informações necessárias aos serviços de segurança, como a polícia ou os bombeiros

O novo comissário para a Indústria, Antonio Tajani, responsável pelo projecto Galileo, não tem dúvidas que o dinheiro dos contribuintes está a ser bem utilizado:

“Há dezenas e dezenas de aplicações importantes que poderão garantir uma utilização eficaz do dinheiro público: 3,6 mil milhões de euros para o projecto Galileo”, afirma.

Se tudo correr como planeado, o Galileo torna-se operacional no princípio de 2014, oferecendo, à partida, três tipos de serviços, entre os quais um livre serviço, que estará disponível gratuitamente para o público europeu como o actual sistema americano GPS.