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Escândalo sobre padres pedófilos adensa-se na Áustria

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Escândalo sobre padres pedófilos adensa-se na Áustria

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A Igreja católica austríaca quebrou o silêncio e lamentou os casos de abusos sexuais praticados no seio das suas instituições. 30 casos estão a ser investigados, ainda que tenham acontecido há décadas.

Na segunda-feira, o arcebispo responsável pelo Mosteiro de Salzburgo decidiu deixar o cargo, depois de admitir que abusou de uma criança há 40 anos.

O colégio Kalksburg, em Viena, também foi manchado pelas acusações. Um conhecido artista multimédia, André Heller, decidiu contar a sua história.

“No meu caso pessoal, não fui vítima de abusos, mas tinha uma relação privilegiada com um padre. Durante a noite, ele vinha à minha cama no dormitório onde várias crianças dormiam em camas militares. Acariciava-me a cabeça e dava-me chocolates, o que eu achava agradável porque precisava de ternura neste lugar de inquisição para as crianças. Não, não eram abusos sexuais, ele limitava-se a acariciar-me.”

Já na Holanda, os bispos pediram uma comissão independente para investigar 350 denúncias. Antigos alunos de escolas católicas afirmam terem sido vítimas de abusos sexuais de padres e freiras nos anos 50, 60 e 70.

Na Alemanha, 18 das 27 dioceses católicas no país estão sob investigação. A ministra da Justiça acusou o Vaticano de bloquear o processo. O Vaticano respondeu ontem que “as autoridades eclesiásticas alemãs, austríacas e holandesas enfrentaram “com rapidez” os casos de padres pedófilos.