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Multiplicam-se escândalos de abusos sexuais na Igreja Católica

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Multiplicam-se escândalos de abusos sexuais na Igreja Católica

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Na Áustria Bruno Becker, arcebispo, demitiu-se ao ser acusado de ter molestado sexualmente, há 40 anos, uma criança de 11 anos. Segundo provas, agora apresentadas, Becker terá tentado silenciar a presumível vítima, já adulta, oferecendo-lhe 5000 Euros.

Estas situações estendem-se a outros países. Na Holanda foram divulgados mais de 200 casos de abuso sexual de menores perpetrados não apenas por padres mas por freiras.

Aqui vai recorrer-se a uma comissão independente, fora da igreja católica, para analisar estes relatos de abusos, uma resposta ao crescente número de vítimas que tem surgido.

Na Alemanha a ministra da Justiça acusa o Vaticano de bloquear o trabalho com uma directriz de 2001 que diz que as suspeitas de abuso sexual devem ser investigadas primeiro no seio da Igreja.

Um dos casos mais falados no país aconteceu no coro de Ratisbona. Georg Ratzinger, o irmão do papa que liderou este grupo, afirma não saber nada sobre os abusos sexuais apesar de admitir que esbofeteou algumas crianças.

O Vaticano defende-se e afirma que a pedofilia acontece em vários sectores da sociedade e diz que acusar apenas a Igreja Católica é deturpar a realidade.