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Espanha recorda atentados de 11-M seis anos depois

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Espanha recorda atentados de 11-M seis anos depois

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Milhares de utentes dos comboios de Madrid fizeram uma viagem ao passado esta quinta-feira.

Um percurso de casa rumo ao trabalho com flores e velas – para recordar as quase duzentas vítimas dos atentados terroristas do 11 de Março, que em 2004 chocaram a Europa.

Seis anos depois do pior atentado do país e um dos piores da Europa, a Espanha volta revive esta página negra da história.

O parlamento reuniu-se esta manhã em sessão plenária para um minuto de silêncio. A União Europeia fez deste 11-M o “Dia europeu contra o terrorismo”.

No interior deste memorial, iluminado dia e noite, estão os nomes de todos os mortos.

Para a Associação das Vítimas do 11-M, todos somos potenciais vítimas – Pilar Manjón, presidente da Associação: “Qualquer um de vós poderia estar no meu lugar, chorar a ausência de um filho de 20 anos. Qualquer um poderia estar ainda à espera, hoje, seis anos depois…”

Quase 200 pessoas morreram e mais de mil ficaram feridas, vítimas das dez explosões quase simultâneas, que aconteceram por volta das 7h40 – em plena hora de ponta, nas estações de Atocha, Santa Eugénia e Los Pozos.

No dia a seguir, nos locais das explosões, um mar de flores nasceu.

Seis anos depois, as autoridades decidiram que todo este material vai ser exposto num só espaço – o Museu da Dor.

“Foram utilizadas cortinas que percebemos terem sido arrancadas das casas e utilizadas como suporte para a escrita de mensagens de paz, de amor. Mais do que as palavras, o que conta é o todo…”

Cartas, desenhos, peluches e peças pessoais – um espólio de solidariedade humana, irá para o museu.

Os atentados foram reivindicados por islamitas radicais. E 2007, 21 dos 18 acusados pelos ataques. Três deles a penas recorde de 40 mil anos de prisão.