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Preços dos bens essenciais disparam na Grécia

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Preços dos bens essenciais disparam na Grécia

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A subida do IVA é a medida mais impopular do plano de austeridade grego, que a população considera penalizadora para os mais pobres.
No mercado de Varvakios, no centro de Atenas, frequentado pela classe média, o receio aumenta. O presidente da associação de vendedores de frutas e legumes deste mercado, Matheos Tsoupakis, desafia o governo socialista:

“Se o PASOK pensa que pode conseguir o dinheiro que necessita com o aumento do IVA de 1 para 9 por cento, então que tente. Mas não creio que o consigam, porque o poder de compra da população não o vai suportar “.

A inflacção subiu 2,8 por cento em Fevereiro e continua a subir. Na Grécia, o salário médio ronda os 800€ por mês, a reforma mínima não passa dos 280€, 20% dos gregos vivem no limiar da pobreza.
Os reformados, como Zacharias Savas, são os que têm mais dificuldade em encher o cesto das compras:

“A comida é cara, em comparação aos outros mercados da Europa .”

Eis os preços de alguns produtos de base muito consumidos pelos gregos, no mercado de Varvakios.
A subida de 1 a dois pontos no IVA vai pesar muito no orçamento dos cidadãos.

Para alguns empregados, como Kostas Balomenos,
a situação actual já é crítica:

“A comida é realmente cara, as pessoas não podem suportar mais e estão desesperadas”.

No entanto, os gregos vão ter mesmo de apertar o cinto, de refrear hábitos como beber um simples café, que se tornou um luxo mesmo nos bairros populares.

“Apesar de bebida nacional, um café custa 2,5€ na Grécia. Demasiado, para um cidadão normal. É o símbolo do desequilíbrio dos preços neste país. Com o IVA em plena escalada, a situação pode piorar devido à inflacção crescente, muito superiopr à que se regista noutros países da zona euro”.